segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Já adormecida, Gastão embalava-a ao som de Jean Sablon e deixava-a desfrutar de uma vida destemida, de uma vida qualquer que não lhe pertencesse. Aqui, Lisete tinha vontade de intervir mas era incapaz, estava paralisada, bloqueada emocionalmente e tentava perceber o porquê. Durante todas as noites, Gastão proporcionava-lhe prazer constante, cobrando-lhe com o seu mau génio. Repreendendo a sua inércia, chamando-a à razão sem chamar à razão, inundava-lhe os sonhos com caprichos e beleza e depois atava os seus cabelos à tristeza profunda. Lisete não tinha força nenhuma mas enfrascou-se a tempo com rohypnol.

0 Kommentarer:

Postar um comentário