quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os infinitos corredores do Santa Maria fazem-me amedrontar de tudo o que me rodeia.
O desejo de chegar a casa, beber uma cerveja, fumar um charro e pensar no meu homem.
Por hoje chega de emoções e pensamentos tenebrosos, beijo mãe.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Não vou escrever sobre amor porque não sei.
É tramado gostar de alguém, querer estar infinitamente com esse alguém.
Mais uma vez.

A evolução é esta: a minha mãe tem um chip que amanhã vai ser programado.
Da Inteligência Artificial do Spielberg, quero uma invertida para mim.

Não gosto de hospitais mas gosto de escrever sobre eles.
Sobre aqueles corredores silenciosos, vazios e cheirosos. Sobre a dor imensa contrapondo com o silêncio sem sentido. Assim foi, assim será, até à alta. A única coisa que me atrai nos hospitais é o cheiro, quero cheirá-lo até ao fim, mas sem visão, não quero ver as pessoas feias, sofridas, sem cabelo, com cores diversas. Quero ver a minha mãe, como ela era. Só lhe vejo o humor tapado por ligaduras já amarelas, os olhos ainda inchados do remendo falso contra a dor. Dêem-lhe os dentes, quero vê-la sorrir.

Second round Mais uma operação, mais uma visita.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O melhor de estar quase de férias é planeá-las contigo, my sweet love.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Hoje quase tirei o bilhete directo para um acidente mortal.
Vi um autocarro da Carris a centímetros da porta do táxi onde viajava com a minha mãe, isto pouco depois de sair do Santa Maria, da última consulta antes da sua operação. Não que me sinta super felizarda por não ter morrido hoje mas o susto valeu-me uma diarreia enorme. E eu que já estava boa dos intestinos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Não foi a minha melhor semana, juntando a todos os azares domésticos, estilhaçou-se um copo à minha frente, junto à minha cara e, adivinhem, estava de olhos abertos.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Comprei há pouco uma faca, das grandes, as minhas preferidas.
Ao tirar o plástico, saltou repentinamente para o meu pulso, só vi sangue.
Acho que posso coleccionar azares domésticos.

Tenho quatro cortes nas mãos, menos um bocado de carne no dedo e um vidro num outro dedo.
Se não são marcas de guerra são distracções constantes.
Dizem que o sol voltou a brilhar.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Primeiro dia de praia com a minha Thelma, despimo-nos de custos justos e brindámos com whisky. 
Terminado o cozido à portuguesa, adormecemos durante horas ao sol. Acordámos desnorteadas e sozinhas, em breves minutos embarcámos na caracolada e colámos sorrisos parvos à nossa face, depois disso levei-a à poncha aqui perto de minha casa e num só copo voámos para lá do campo das cebolas. Cheguei a casa e caí para o lado.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Deixem-me ser triste
Deixem-me estar contente
Deixem-me sofrer e deixem-me rir,
Intemporal e temperamental.

Não fui feita para mais nada. Só para viver a minha vida sem quaisquer compromissos.
É que assim não dou asas a ninguém para me apontar o dedo seja lá pelo que for e também faço aquilo que bem quero da maneira que melhor achar e alcanço aquilo que todos deviam ser, livres.
E da liberdade infinita nascem poucos que sabem lidar comigo.
Daquela velha história de quando isto acabar irmos todos para o mesmo sítio, não achas que devias aproveitar mais? The ice age is coming, the sun is zooming in

Hoje é a final do RuPaul's Drag Race e estou extremamente triste.
Que vai ser do meu Verão sem este reality show que tanto amo?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ainda tenho gin no copo, estou a sentir-me tentada a fingir que é água.

Levei o meu pai ao chinês clandestino, se isto não é fazer o meu pai feliz, não sei o que será viver novas experiências.

God, I'm so fucking happy.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sou tão gaja como preguiçosa.
Não tiro a maquilhagem e, quando acordo, retoco só.

Falamo-nos.

O cheiro a lavado aparece quando solto o cabelo.