Crise Robert e Patti partilhavam o pouco que tinham e eram felizes. Ainda sonho com isto e no quão difícil agora é, ser-se assim.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Literaturas viciadas Dei a mão ao Cossery e disse: eu não preguiço, eu tenho sede.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Si on n'en trouve pas, on peut toujours se suicider Li-te e comi-te.
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sábado, 13 de agosto de 2011
Canção da Saudade
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gemea que nasceu sem vida, e amo-a a fantazia-la viva na minha edade.
Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
Eu amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas.
Eu amo os cemiterios - as lágens são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos florídos virgens núas, mulheres bellas rindo-se para mim.
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
"Sinto-me fraco, tão pesado, que mal posso descer a escada do comboio aéreo. Agora sei o que aconteceu: transpus a linha divisória! Esta bíblia que tenho trazido comigo destina-se a instruir-me, a iniciar-me num novo modo de vida. O mundo que conheci já não existe, morreu, acabou-se. E tudo quanto fui acabou-se com ele. Sou uma carcaça a levar uma injecção de vida nova. Sinto-me luminoso, cintilante, fervilhante de novas descobertas, mas o centro ainda é chumbo, escórias. Desato a chorar, ali mesmo, na escada do comboio aéreo. Soluço alto, como uma criança. Uma coisa se apresenta, com toda a clareza: estás só no mundo. Estás só... só... só. É triste estar só... triste, triste, triste, triste. É uma coisa sem fim, inconsolável, mas é a sorte de todos os homens da Terra, e especialmente a minha... especialmente a minha. "
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Depois de dar sangue, no comboio Iniciei a leitura do Morte em Veneza, de Thomas Mann. Eu, sobrevivo em Lisboa.
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sábado, 30 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
eu tinha um velho tormento
eu tinha um sorriso triste
eu tinha um pressentimento
tu tinhas os olhos puros
os teus olhos rasos de água
como dois mundos futuros
entre parada e parada
havia um cão de permeio
no meio ficava a estrada
depois tudo se abarcou
fomos iguais um momento
esse momento parou
ainda existe a extensa praia
e a grande casa amarela
aonde a rua desmaia
estão ainda a noite e o ar
da mesma maneira aquela
com que te viam passar
e os carreiros sem fundo
azul e branca janela
onde pusemos o mundo
o cão atesta esta história
sentado no meio da estrada
mas de nós não há memória
dos lados não ficou nada
Mário Cesariny
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quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Boris Vian por Boris Vian O livro que mais folheio, o livro que mais leio, a compra perfeita e a costume coincidência.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A humanidade cheira mal, não é?
- É.
Não se pode escrever histórias de amor, A sul de nenhum norte, Bukowski
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Próxima leitura: À beira do abismo, Chandler
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Inadmissível Escritos pornográficos do Boris Vian a 17 euros. Por estas e por outras é que eu não entro na fnac.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A Boneca de Kokoschka, Afonso Cruz
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domingo, 16 de janeiro de 2011
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