i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
"Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso."
Fernando Pessoa
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Não me digas mais nada. O resto é vida.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
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Marcadores: amor, fotografias, música, pessoas, poesia
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
why do you need a bad woman?
you need to be tortured, don’t you?
you think life is rotten if somebody treats you
rotten it all fits,
doesn’t it?
tell me, is that it? do you want to be treated like a
piece of shit?
and my son, my son was going to meet you.
I told my son
and I dropped all my lovers.
I stood up in a cafe and screamed
I’M IN LOVE,
Bukowski
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Marcadores: poesia
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Primeiro amor
Quando um homem ama uma mulher
Primeiro, ele a coloca no colo
Toma o cuidado de levantar o vestido
Para não estragar a calça
Pois um tecido sobre outro tecido
Gasta o tecido
Em seguida, verifica com a sua língua
Se as amígdalas foram bem extraídas
Senão, seria realmente contagioso
E depois, como é preciso ocupar as mãos
Ele procura, o mais longe que pode procurar
E rápido acaba por constatar
A presença efetiva e real da cauda
De um camundongo branco manchado de sangue
E ele puxa, delicadamente, pelo fiozinho
Para engolir o tampax.
Boris Vian
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Não Estou Pensando em Nada
Não estou pensando em nada
E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o verão quente do dia,
Não estou pensando em nada, e que bom!
Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
E como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Postado por Rrose às 05:08 0 comentários
Marcadores: poesia
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Canção da Saudade
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gemea que nasceu sem vida, e amo-a a fantazia-la viva na minha edade.
Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
Eu amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas.
Eu amo os cemiterios - as lágens são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos florídos virgens núas, mulheres bellas rindo-se para mim.
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'
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segunda-feira, 21 de março de 2011
eu tinha um velho tormento
eu tinha um sorriso triste
eu tinha um pressentimento
tu tinhas os olhos puros
os teus olhos rasos de água
como dois mundos futuros
entre parada e parada
havia um cão de permeio
no meio ficava a estrada
depois tudo se abarcou
fomos iguais um momento
esse momento parou
ainda existe a extensa praia
e a grande casa amarela
aonde a rua desmaia
estão ainda a noite e o ar
da mesma maneira aquela
com que te viam passar
e os carreiros sem fundo
azul e branca janela
onde pusemos o mundo
o cão atesta esta história
sentado no meio da estrada
mas de nós não há memória
dos lados não ficou nada
Mário Cesariny
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
terça-feira, 3 de agosto de 2010
EAT YOUR HEART OUT
I've come by, she says, to tell you
that this is it. I'm not kidding, it's
over. this is it.
I sit on the couch watching her arrange
her long red hair before my bedroom
mirror.
she pulls her hair up and
piles it on top of her head-
she lets her eyes look at
my eyes-
then she drops her hair and
lets it fall down in front of her face.
we go to bed and I hold her
speechlessly from the back
my arm around her neck
I touch her wrists and hands
feel up to
her elbows
no further.
she gets up.
this is it, she says,
this will do. well,
I'm going.
I get up and walk her
to the door
just as she leaves
she says,
I want you to buy me
some high-heeled shoes
with tall thin spikes,
black high-heeled shoes.
no, I want them
red.
I watch her walk down the cement walk
under the trees
she walks all right and
as the pointsettas drip in the sun
I close the door.
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Marcadores: poesia
sábado, 10 de julho de 2010
Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.
Fernando Pessoa
Postado por Rrose às 09:34 0 comentários
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