Quando o sujeito se deixa aproximar, a sua vulnerabilidade cresce, anseia por atenção que, até então, nunca veio conhecer.
Simão era assim, um tipo pouco encorajado na vida, entediava-se com o acordar e evitava o deitar, sabia o quanto as horas lhe pesavam, ao fim do dia corria durante horas, para que o tempo lhe voasse, chegando a casa, completamente imundo, formava ideias debaixo da água quente, só aí conseguia sonhar, com o possível conforto da sua existência.
Tudo era passageiro, tal como esses banhos, e aí, ao calçar as peúgas velhas e o seu roupão que outrora pertencia a seu pai, Simão se aposentava no sofá, fixava a televisão desligada e em brutos suspiros, clareava tudo o que lhe vinha ao pensamento, nada, era o que ele queria, nada.
Sem sombras de outras existências, nem comia, achava o cozinhar uma treta e o levantar o braço uma canseira. Apenas gemia, contraía-se como se estivesse numa camisa de forças, não permitia que a vida lhe tocasse, jamais.
A sua casa era como se fosse assombrada, pois ocupava apenas uma divisão, a que lhe intitulava divino tormento.
Simão percorreu o corredor e a meio estendeu-se no chão, uma espécie de oração tortuosa, caminhou como se fosse um réptil e chegando à porta, que dava para a rua, murmurou, não quero mais viver, não quero mais ver passar os dias que transformados em anos, que mal dou conta, são inúmeras facas que falham o meu coração, quero antes crer que amanhã vai ser diferente, quero ansiar qualquer coisa, quero sentir o sangue correr-me nas veias e que a água mate a minha sede, quero conseguir mover os olhos e congratular tudo o que me rodeia, mas não, não quero adoecer.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
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sábado, 10 de janeiro de 2015
Limitações de cordões,
Colorações de embriões,
Paixões de ilusões,
Correcções de foguetões,
Colhões de lições.
Postado por Rrose às 07:45 0 comentários
Marcadores: escritos do lixo
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Marcadores: amor
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
You don't care about us A música que me lembra o meu primeiro relacionamento, ele cantava-me isto. Se calhar nada mudou e poderiam todos cantar-me a mesma.
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Marcadores: trabalho
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
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Marcadores: desabafos
domingo, 4 de janeiro de 2015
De todas as certezas, falsifiquei algumas.
De todas as dúvidas, dupliquei umas quantas.
De todos os momentos, cansei-me de vários.
De mim, fui-me desviando.
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Marcadores: desabafos
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
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Marcadores: amor
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Marcadores: amor
domingo, 14 de dezembro de 2014
Vamos cantar o coro das velhas?
Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas.
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Atrair malucos, já não é de agora.
Já são dois na minha rua, Oh Ana, Oh Ana, gritam eles.
Parece sempre uma cena tirada daqueles filmes franceses fofinhos, em que vou a correr para casa e à porta cai sempre qualquer coisa ou não consigo abrir a porta e dá-lhes tempos de se aproximarem.
Humpf, Ah Olá.
Postado por Rrose às 08:53 0 comentários
Marcadores: desabafos
Me desculpem se ando na rua de braguilha aberta.
Não tenho maneiras, nem maneira de a fechar.
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Marcadores: desabafos
sábado, 13 de dezembro de 2014
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Marcadores: desabafos
Incapacidades
Estes dias têm sido uma luta, estou cansada.
Não consigo manter a mão direita sob controlo, cai-me como se estivesse deprimida.
Não consigo nada.
A comida já não me sabe bem, o banho é rápido e doloroso, a única coisa que me tranquiliza é o sono, as longas horas no escuro, longe da frustração que é a minha dependência.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Quem me dera ter um fim, seria mais certo que a incerteza do futuro.
Doente ou não, teria um lamento contínuo, uma ténue margem desesperante.
Um conforto ao fim e ao cabo.
Só isso, certeza.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Estou cansada. Tudo me repugna quando tudo fazia sentido.
Hei-de resistir a mais uma maré de lodo, um esgoto entreaberto, vejo a luz pelo meu olho direito.
Atenção, se calhar somos todos tartarugas, umas mais ninjas que outras.
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Marcadores: desabafos
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Não deixei de escrever, nem escrevo menos.
Mudei de formato, viajei para uma plataforma com menos inércia, de pouco encantamento mas de rápida leitura.
Actualizo-a quase diariamente, perdi o medo de ser lida, tamanhos textos perdi por me amedrontar, dezenas de privados blogs perdi por recear mostrar, hoje a minha escrita tem cara.
Postado por Rrose às 13:38 1 comentários
Marcadores: desabafos
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Isto não é amor Voltei a sonhar, repetidas imagens não me deixam dormir, como se me perfurassem a mente. Não consigo tirar isto da cabeça, sem qualquer controlo deixo-me adormecer quando já é dia.
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