quarta-feira, 19 de outubro de 2016


THEO VAN DOESBURG


Quando a depressão chega à cozinha e tu aldrabas completamente a acidez.



Current mood

"…I fought and fought to free myself…"

Sylvia Plath



Riscos de:
Richard Diebenkorn


Já dizia o reclame, o que é nacional é bom.

Miguel Branco


terça-feira, 18 de outubro de 2016


Kazunori Fujimoto



Nunca iremos ter Paris porque a cidade é cara.


Obrigada Bea Szenfeld
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segunda-feira, 17 de outubro de 2016


Ren Hag

Nós crescemos para nos cortarem.



O irmão Miró

quinta-feira, 6 de outubro de 2016


Passado um ano, chego aqui e a casa não só está desarrumada como percebo menos disto.
Não é suposto ser simples, tipo aquela merda de dizer merda, de expressar-nos, coiso e tal, merda merda, sem caroço. Sabes que mais, estou contente, estou em casa, Fuck Facebook!

Resumindo:
Em Londres descobri o amor, mais uma vez.
Saí de dor e caguei para o calor.
Continuo pessoa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015


Era uma vez uma cozinha, que abrigava um conjunto de meninas ainda perdidas, que ainda duvidavam do seu futuro próximo, que viviam de sonhos sistemáticos.
Essa cozinha é palco de conversas bizarras, mundanas e sinceras, de debates ecológicos ou desejos sexuais, nela habitam produtos orgânicos, colecções de moedas abandonadas, garrafas vazias a qualquer canto, sonhos e sonhos, é tudo de volta do mesmo.
Queria falar de uma outra cozinha mas não consigo, quando saio estafada do meu trabalho, uma outra cozinha, é nesta que procuro o abraço, o quente, a palavra amiga, é aqui que me apoio no frigorífico e lamento a minha dieta nada rigorosa, cujo cereal vem sempre em estado liquido.
Cozinhas, serão sempre os meus poisos de eleição, serão sempre os melhores lugares para guardar segredos, mesmo se os comeres.

Westgate Street, E8 
London



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Cerca de 5 meses depois resolvi voltar a este quarto. 

O meu, durante tanto tempo.

Nova morada: Londres

segunda-feira, 23 de março de 2015

Apaixonei-me.
No dia do meu aniversário recebi a prenda mais apaixonante de sempre.

Parece que o meu coração ainda gosta de namorar.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Hospitais e a flora intestinal,

Curam-se coisas e pioram-se outras, entre os mais modestos enfermeiros e das médicas pouco sorridentes, sobrevive no ar uma leve esperança de melhorar.
As conversas e risadas das pessoas de bata contrastam brutalmente com o silêncio ou interjeições dolorosas dos doentes, uns já deitados em posição mortal, outros de olhos pesados à espera da chamada. É tudo cruel num mundo assim, nasce-se para lutar e adoece-se para morrer. 

O ai que me rodeia faz-me lacrimejar perante a vida, a retórica do que fizemos nós para merecer isto.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A minha colega fica parva comigo, não entende como lido com a vida com tanta leveza.
O problema com a polícia judiciária, o ter perdido a carteira com os respectivos documentos e estar sem telemóvel.
Há dias complicados mas a dádiva de existir é tão mais brilhante, perdi imenso tempo a complicar, a desrespeitar o acordar, a chorar em frente ao espelho, a ser sem querer.
A caminho dos vinte e oito anos e a fazer conchinha com o meu gato.
Não podia estar mais contente.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Eu perco o chão, eu não acho as palavras

Eu ando tão triste, eu ando pela sala


Eu perco a hora, eu chego no fim


Eu deixo a porta aberta


Eu não moro mais em mim






A depressão da Ana, 2011