"Sofrer é inútil, dizia-me e repetia-me a inteligência, mas eu continuava a sofrer voluntariamente. Sofrer nunca me ensinara nada; para outros, talvez ainda seja necessário, mas para mim não é mais do que uma demonstração algébrica de inadaptabilidade espiritual. Todo o drama que o homem de hoje representa, através do sofrimento, não existe para mim; nunca existiu, na realidade. Todos os meus calvários foram alegres crucificações, pseudotragédias destinadas a manter os fogos do Inferno a arder vivamente para os pecadores genuínos em perigo de serem esquecidos."
(297, T. de Capricórnio, Henry Miller)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
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