quarta-feira, 19 de abril de 2017


A vida é bela por isto.

terça-feira, 21 de março de 2017


Amor é isto, e nada mais.


Todo o sentimento tem regra,
Nem que seja a fidelidade traída.



O problema não é a falta de compreensão, é a falta de conexão.

Curioso como escrever saiu da minha vida, como um caralho que sai da cona. Tão rápido.
Curioso também como volto aqui, porque me sinto só e aqui estou em casa.
Casa, essa coisa em que tiras as meias e te peidas, e estás só.
Foda-se, perdi demasiado tempo com nada, Conto os dias em que não bebo e a soma é negativa, de um modo pareço bem sentindo-me mal, de um outro mal e estando bem sem querer.
Eu só queria estar sozinha, acho que ainda quero, vou querendo, estando.
Filhos da puta, isto dói.
É por isto que nos incutem relações seguras? Sacrifício do eu em prol do futuro solitário? Filhos da puta.
Vai lá queimar as mãos, luta como quem queima os pés, luta como quem voa precisando de mais.
(se não precisares, posso dar-te como morto)
Foda-se, isto dói mesmo.
Se calhar devia extinguir o passo e dedicar-me à desilusão, pintar mapas existenciais com demónios cheios de emoção.
Se calhar, devia mesmo fugir.
Outra vez.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Hoje acordei e cuspi para o chão, Este meu hálito a merda anda a atormentar-me. Dispo e visto, visto e dispo, não quero usar nada, digo, NADA. Quero nem sair daqui, deste pequeno monte de estrume a que chamo cama, não quero mesmo nada. A azia humana é uma doença complicada, o perceber que é tudo sistemático, as vozes, os cheiros, as manias e as evidências, não quero nada disto. Vejo-me numa teia solitária, procuro esquecer-me do gigante cagalhão que habita lá fora, que se passeia sorridente com um tremendo vazio lá dentro, pois é só um cagalhão. Não consigo, tenho dito. Ainda ontem vim do Porto e no pouco que lá estive, só lá quis ficar. Amanhã irei à praia e talvez queira lá morar. Não consigo nada. Não consigo gostar de um emprego, não consigo brincar às relações amorosas porque parecem-me sempre ridículas, não consigo deixar de comer carne, ai dobrada mais o feijão e o outro que também leva couves. Não consigo a ponta de um corno e, fosse este mais fálico, até nele me sentava, só para sentir o tempo passar. Que puta de vida a minha, a da bebida e a da sofrida. Mesmo não sabendo porquê ou fingindo porquês. É aquela merda, a..., aquela coisa que nunca se esgota, a..., a insatisfação. Não consigo, e não me chamem de perdida porque isso é mais que tontice, ninguém no seu perfeito juízo define a vida para chamar quer lá o que esses carneiros queiram, Sacanas existenciais, vicio visceral do medo, quantas patas tem o cavalo?

sábado, 12 de novembro de 2016

Hoje saí à rua sem lavar a cara, porra precisava mesmo de ir ao supermercado e a minha motivação era o papel higiénico, que estava mesmo-mesmo a acabar. Saí.
Acabei por devorar as prateleiras todas, é o sono, só pode.
No caminho para casa, carregada-ada-ada, parei aqui no café do lado e pedi uma imperial.
O senhor perguntou-me isto, juro: O que é que a menina faz para ficar tão bonita? (há uns anos atrás eu coraria e diria merda entre dentes), respondi-lhe tão friamente: Acordei e saí. 
Faz de mim convencida ou os olhos dos outros doentes?