Abri a porta do quarto e reparei no seu corpo lânguido deitado sobre a cama. Perguntei-me porque não tirara os lençóis de cetim que me haviam oferecido quando casara pela primeira vez. É sempre a mesma coisa, ainda por cima aquele rosa claro é facílimo de sujar. Adiante, cheguei junto ao seu ouvido e disse-lhe baixinho que estava na hora da labuta, como sempre, resmungou entre dentes algo desagradável. Saí e dirigi-me ao lava-loiça, estava apinhado de loiça suja mas ainda assim servi-me de um copo com água. Acendi o primeiro cigarro do dia e comecei a coçar a testa já suada, tem sido um Verão impossível, disse baixinho.Voltei a espreitar para o quarto e reparo que Joaquim não se mexera nem um segundo. Ignoro-o e saio.

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