sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ontem recebi um amigo em casa, o Sr. Tomé. Já há muito que não o via, não tinha envelhecido nada. Senti-me tentada a perguntar-lhe o seu segredo mas mantive-me calada e de sorriso simpático. O Sr. Tomé era um grande amigo de Joaquim, andaram os dois na tropa e desde então não se largaram. Eu nunca disse nada ao J. mas havia alturas que o Sr.Tomé me ligava a dizer o quanto me amava e pedia-me quase em desespero para largar tudo e fugir com ele. Nunca lhe dei muita bola mas confesso que aquele olhar meigo deixava-me de rastos. Quando estava na cozinha a preparar umas modestas entradas, o Sr. Tomé agarrou-me ao de leve na cintura e disse-me ao ouvido que não aguentava mais ver-me com o Joaquim. Achei aquela situação toda bastante excitante. Virei-me e beijei-o como se o amasse. Ele agarrava-me com mais força. Eu senti a chave na fechadura, devia ser o Joaquim. Ajeitámos muito depressa as roupas e tentámos manter a calma, acenámos a J. e eu continuei de volta dos queijos e dos presuntos.

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