terça-feira, 26 de julho de 2011

Sinto o meu corpo a apodrecer a uma velocidade louca. Sinto a batida do meu coração alterar cada vez que me acomodo. Sinto o meu estômago embrulhado em merda cada vez que como. Os meus dedos perdem força para tatear seja o que for. A minha boca secou e o meu nariz está completo de feridas e cada vez que me assoo, encontro espécies estranhas no lenço de papel envoltas em sangue. Os meus olhos custam a abrir e estão rodeados de marcas vermelhas, que quando mexo, sangram. Os meus braços coleccionam marcas de extravagância que envolve o bater e o queimar. As pernas também coleccionam marcas de guerra, nódoas negras gigantes que se vêem de longe. Estou a dar cabo de mim, não é nenhuma novidade.

3Junho

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