segunda-feira, 31 de outubro de 2016


Doi-me a vida, o que é que queres?
Estou muito cansada, esta merda de subir e descer, de calçar e descalçar,
o rodopiar social, o faz aqui e come ali, a outra, sim, o caralho da outra, o sobrinho do gajo que nem sei se me lembro, nunca me deram a estudar a árvore genealógica, é a mesma merda que chegar a um trabalho e são mais-que-mil, tipos com grandes empresas de merda, eu só associo o nome de cada um deles passado duas semanas, só curto olhar para pessoas assim de lado, snobismo miserável. Que perfeita anormal, a que baixa a cabeça. Pronto, massagem na cabeça, ai caralho, Sou sensível, não toques na nuca que sou ainda mais sensível e depois sou capaz de mudar de humor, viro-me do avesso e digo coisas de miúda adolescente, aquelas merdas, tu sabes, vocês sabem.
Vá, caralho, nem que seja a merda de um pano húmido na cabeça, atenua lá esta realidade, enquanto fazes isso juro que te conto as minhas histórias, mesmo as da janela, sim, sento-me no escuro topando janelas e brinco ao drama, sozinha.
Mas quando percebo que estou sozinha, masturbo-me e durmo.
Otários vocês que vivem em mentiras, tramas e esperanças.

Bebe lá o chá-limpa-merdas, q'eu te digo o que é que chupa-cenas.
Ingere tu, os cereais da moda, q'eu te digo o que seca a vagina, ó filha.
Bebe lá outra vez a merda do galão escaldado, que eu depois te digo o tamanho de nabo.
Vá, caralho, come lá essa cena merdosa.
Por favor, ó vai-te embora.

Fotografia do mano Wolfgang Tillmans

1 Comment:

Maestro

Genial .

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